Welcome to my Blog
noposthumousparty - Rob - D
noposthumousparty


Agora vocês podem conferir as benesses do Word Press. ( Now you can enjoy the benefits of word press. Please take a look at my new blog address)

Confira o meu novo blog:

http://noposthumousparty.wordpress.com

 

* Não se esqueça de deixar uma mensagem. Comentem espontaneamente!

* Don't forget to leave a message. It's good to know wht ya think!



Escrito por Robert Fingal-D às 12h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

 

 

 

 

A Bolha de uma delicada relação

 

Ontem falei do filme “A bolha” , The bubble, pois trata do mesmo tema do post anterior: a luta (idiota) entre palestinos e judeus.

O filme em si é uma tragédia shakesperiana, se é que podemos usar o termo para um relacionamento gay. No entanto, pode ser fazer uma alusão claramente ao clássico , pois, de fato, são duas pessoas de famílias diferentes, que possuem crenças diferentes e que se matam por essa diferença.

Eu particularmente gostei do filme porque eles fazem uma menção a Cris Lowe dos PetsShop Boys. E como é sabido, eu sou fã número 1 deles.

The Bubble é uma tentativa de mostrar ao ocidente – e a eles mesmos – que há uma possibilidade de coexistência pacífica se uma das partes intenciona fazer o bem.

O filme é mais uma iniciativa polêmica do cineasta israelense Eytan Fox que fez “Delicada Relação (Yossi & Jagger)”

Noam é um balconista israelense que se apaixona por um palestino chamado Ashraf. A única hetero da estória é uma garota meio hippie que  integra a relação de amor e amizade.

O filme mostra também a rotina das pessoas que vivem em Tel-Aviv. A razão pela qual o título bolha é a melhor definição da liberdade vigiada em que vivem. As fronteiras são reforçadas pelo exército que limita e entrada de palestinos e monitora esse fluxo. A cena inicial do filme revela esse aspecto militar de forte dosagem preconceituosa.

A bolha , na verdade, revela uma população com forte carga cultural, inclusive de intenso teor histórico. No entanto, parece viver num mundo capitalista de forte influência americana.e que vive sempre alerta ao sinal de qualquer atentando que venha reforçar e enfatizar as diferenças culturais e religiosas. Essa idéia de “aculturação” se avoluma com a rotina dos cafés e festas.

Uma festa convida a todos que se conscientizem e que celebrem a paz. A festa é a beira da praia – revelando aí a beleza natural de Israel. A rave é o ponto de encontro regada com todos os liberdades ocidentais , recheada de ingredientes musicais embriagantes típico dessas festas.

Mas como em toda tragédia a morte está em volta dessas estórias.

Aquestão das diferenças religiosas é muito forte- talvez mais forte que o próprio amor-,como se fosse uma força determinista que desde o começo já predestinasse o roteiro de suas vidas.

O filme tem um forte apelo para a convivência com paz mas- inclusive deixa a mensagem de que Israel é mais propenso a isso- mas não consegue fugir do determinismo óbvio. O suicídio de Ashraf é a denotação da complicada relação entre palestinos e israelenses.

 

 



Escrito por Robert Fingal-D às 10h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


PAZ NO MUNDO ÁRABE

O mundo árabe-judeu me fascina de uma certa forma. Muita da literatura que é direcionada a esse tema tem tido lugar cativo em minha prateleira. Ando sempre em atrás das notícias do The New York Times e outros períodicos mais globais. Por isso, fico em contato com as principais notícias a respeito desse povo. Dias desses assisti ao filme : The Bubble - do qual esqueci-me comentar e fica a dívida para um novo post. 

Mas de volta ao assunto, causou-me espanto a notícia - divulgada em vários jornais israelenses, como : Yediot Ahronot, Maariv e Haaretz- de que o mundo arábe propunha, através de um acordo, um armistício, para acabar com a guerra entre árabes e judeus. O incrível é que parte do mundo árabe- menos o Irã-, composto por 57 países apoiam a causa da paz.

Mas parece até uma notícia fantasiosa, de cunho pitoresco ou até mesmo satírico. Mas não é. Como se pode ver acima - para aqueles fluentes na língua- o documento atesta esse contrato. Mas lógico que não deve ser uma proposta sem onerosidade. Para isso, Israel deve devolver terras aos palestinos que são requeridas desde 1967 e se retirar delas,bem como  a criação de um Estado Palestino.

Questões políticas à parte; trata-se de uma proposta bastante tentadora, uma vez que propõe uma certa perspectiva de mudança para esses conflitos. 

O interessante é que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) ratifica os anúncios estampados nas páginas inteiras nos jornais israelenses. Mas o HAMAS já anunciou repudio a esse armistício.

Soa como mais uma tentativa nati-morta de uma proposta de paz. Mas vale o registro histórico!

 



Escrito por Robert Fingal-D às 13h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O meu convite

 

 

Com o passar dos tempos tenho buscado um convite para a vida

Como as mariposas ao encontro do calor da lamparina

Ou de muitos planos para mudar minhas cadeiras de lugar

De colecionar rolhas para celebrar a primeira linha

 

Onde está a grande festa em mim?

Onde pode estar, se deixei o arauto ir na última poesia

Porque com o passar dos tempos restou declarada ironia

Porque as mariposas e as festas são sempre as mesmas

 

Para mim ainda subsiste a perfeição no soneto

Porque encontro o enquadramento convencional de minha impotência

Se me perco dos quartetos e tercetos, vou ao encontro do melhor vinho

 

Se estou alto me esqueço do momento

Descarrego o fardo de todo o tormento no primeiro expresso

E continuo minha aventura para um convite a vida

 

Emendo os laços da grande inauguração e faço votos de novo contentamento

Ainda procuro o convite da festa, mas me resta apenas o último aplauso

O estímulo me faz continuar, donde vêm as segundas linhas, os sonetos...

 

Volto para minha festa e encontro o único convidado

Sentado, com muitas esperanças nas mãos; solitário, mas vívido

Onde está a grande festa em mim?

 

Começo a entender o significado das esperanças guardadas

O momento faz efeito, inicio minha dança, minha música favorita...

Lembro-me do aplauso, das mariposas, das festas, dos sonetos, das esperanças

 

Começa a festa!

Mas de quem é o convite enfim?

Nas mãos as esperanças e por dentro a música

No chão aparecem as muitas rolhas.

Desconheço; caio!

 

Levanto; esbarro nos convites colecionados; recolho as mariposas mortas...

Acendo a lamparina, convido todos e fecho os vinhos...

Encontro as esperanças; tropeço nos sonetos, nas inúmeras linhas se rima...

Faço, então, a grande festa em mim!

 

 

*Poesia selecionada para participação de concurso literário, ma que ainda não estava pronta para o momento azado.



Escrito por Robert Fingal-D às 23h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


http://www.youtube.com/watch?v=mhDC6k7dx00

 

 A Zona transponível

Boyzone costumava ser uma boy-band. Garotos, jovens modelos de masculinidade e heterossexualidade.

Mas depois que um de seus integrantes "descobriu-se gay". A banda parou!

Não é o que devemos pensar?

Não! Pois bem, clique no link acima e veja o trabalho dessa banda que mostrou que uma boy-band pode ser inclusiva também.

Sensível e simples o trabalho final.



Escrito por Robert Fingal-D às 23h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

 

Juan Antônio María Helena Barcelona

 

A mais nova “película” de Woody Allen é ambientada na agitada e cosmopolita Barcelona. O filme tem o título que primazia duas personagens na estória: Vicky e Cristina. No entanto, as atuações parecem bastante aquém para o nível tão elogiado dos filmes de Allen.

De fato, as atrizes são razoáveis , principalmente a que faz o papel de Cristina. O olhar perdido de um adulto-adolescente - ainda confusa com sua sexualidade -, e repleto de irresponsabilidade compõe bem o personagem de Cristina- muito certa daquilo que não quer. Mas em relação ao amor ainda vacila em concretizar sentimentos. Por essa razão, e mais ainda caracterizada no final do filme, Cristina tem seu olhar bastante convincente de sua pretensa irresponsabilidade pueril. Para aqueles que gostam de nomes , não sei que atriz se trata, mas já fez bastantes filmes.

Javier Barden e Penélope Cruz merecem menções mais apuradas.

(...)

Já a outra atriz- que interpreta Vicky- é a que tem a personagem mais rica do ponto de vista psicológico. Porém não desenvolveu uma atuação significativa. A mulher que traiu o quase noivo se envolve numa dinâmica tão inerte que descaracteriza a real situação do que deveria ser. E , infelizmente, a personagem não vive o conflito. Parece mais uma decisão de qual roupa usar para uma cerimônia do que uma tomada de atitude que pode mudar o curso de sua vida e toda sua felicidade. A personagem vive um dilema difícil e a atriz parece demonstrar que apenas tem uma dor de cabeça.

Javier Barden rouba a cena. Tenta ser um Don Juan, mas sua pinta de galâ não subsiste. No entanto, com todo o charme que envolve os poetas, boêmios e o pano de fundo Europa, não há como resistir aos galanteios de um “bom vivant” em plena Barcelona de Gaudí. Mas em que pese toda a ausência de beleza, sobeja o charme do pintor Juan Antônio que consegue conquistar até mesmo a mais relutante das duas jovens: Vicky. Esta, quase noiva, não pode resistir aos bons vinhos e aos irrecusáveis galanteios. Javier ou Juan – parece até que se confundem, uma vez que os latinos despertam a libido – não tem limites para suas conquistas. Sua abordagem é direta e provocante, fato que conquista Cristina logo no primeiro colóquio.

Deve se dar o crédito a todo o charme que envolve a Europa. , outro país , outra língua.Tudo isso cria certa magia que permeia as personagens de forma a experimentar o convite de Juan , uma vez que a “vida passa rápido” e deve-se” carp diem”. Talvez esse seja o mote , a força motriz que impulsiona todas as personagens, mas que no fundo elas apenas vivem uma experiência fantasiosa da frugalidade que certas coisas devem ser levadas a sério:como relacionamentos e sexo.

(...)

Penélope Cruz parece ela mesma -pelo menos acho que ela seja assim No momento em que aparece lança sua beleza e sensualidade traduzidas num espanhol verborrágico e charmoso ao mesmo tempo.

Mas María Helena também vem com toda sua loucura e com um beijo lésbico bem despretensioso. Mas ela é o componente que faltava para o filme. Talvez os papéis deveriam ter sido trocados , mas Penélope não faria uma autêntica americana. Talvez os outros deveriam ter sido trocados. Mas de volta a Maria Helena,  o par está completo. As atuações de Javier e Penélope dão cor e vida ao filme e de certa foram representam os traços dos artistas – pintores- que são: traços sôfregos e caóticos.

(...)

E como um bom filme o destino dos personagens fica a cargo da platéia.



Escrito por Robert Fingal-D às 11h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Barack, o abençoado

 

 

Até ontem era um jovem adulto totalmente avesso às idéias de Aristóteles de que o homem é um animal político.

Mas diante do panorama político que se avizinha, com a eleição histórica de Obama, as coisas – a política – mudou claramente para mim. E a premissa da máxima de Aristóteles começa a despertar o animal político em mim. De certa forma , despertou uma verdadeira fera ávida de informações sobre esse homem que se tornara o primeiro Presidente negro da História estadunidense.

De ascendência queniana, nascido em Honolulu, e com graduação em Direito pela Harvard; isto tudo o torna um homem com perfil diplomático que remonta os grandes líderes mundiais. De fato, há uma grande expectativa entre os negros, gays e soldados no Afeganistão e Iraque, que depositam as últimas esperanças na administração de Barack.

Um verdadeiro milagre é anunciado!

Talvez como um sonho premonitório de Martin Luther King que sonhara com uma América livre, e nesse sonho premonitório deve ter visto a figura, ainda que rabiscada, de Obama.

 De qualquer forma, uma nova América se desenha nos traçados políticos e econômicos que se apresentam em nossa sociedade global. A crise anunciada e vivida pelas grandes economias mundiais , hodiernamente, é a grande tarefa para o novo presidente, já intitulado: o Presidente da crise. Mas por que não considerá-lo o Presidente das esperanças; o Presidente da Globalização; o Presidente das minorias; o Presidente do sonho de King.



Escrito por Robert Fingal-D às 11h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Livro

Uma dúvida me corrompe a alma.

Acabei de pensar num enredo completo para um possível livro. Mas agora não sei se deveria usar a 1ª ou 3ª pessoas.

Será um romance com suspense e mistério que ronda a vida de um multi-artista desconhecido.

Ainda é tudo novo.

Mas agora entendo todo o drama de um escritor.

Embora tenha feito toda a programação, subisiste essa grande dúvida.

Será que posso contar com a ajuda desse público que me "ouve"?



Escrito por Robert Fingal-D às 10h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Livros

Estou em débito com minha coluna sobre livros.

Ainda estou lendo sobre a " paciente lésbica de Freud".

A leitura está ficando interessante pois começo a constatar como , em algumas épocas da história humana, as pessoas têm reações diversas diante de um tema polêmico.

Naquela época- onde se passa a história narrada, tratava-se da república de Weimar, na Alemanha, e como naquela época o lesbianismo não era tido como crime. Já na viizinha Viena, a sociedade comparava-o ao bestialismo.

Bem diferente do Reich de Hitler, que matava mesmo.

...e como aquele povo bebia vinho. Como eram boêmios e como eram viscerais.

Ainda estou tentando entender Sid, pois ela nutre um amor platônico e puro pela nada discreta- fiz uma pesquisa e tratavam-na como prostituta- baronesa Leonie Von Puttkamer. E , de repente, aquela se apaixona por um homem que lhe desperta o interesse. Não consigo entender , uma vez que toda a intervenção de Freud não diminuíra o interesse de Sid por Leonie. 

E nesse ponto a história está ficando interessante.

Vamos ver como vai ficar esse amor onde conflitos diversos são temperados com o rigor da mentalidade daquela época; das forças internas de superação e do amor- seja lá qual revestimento ele possa ter.



Escrito por Robert Fingal-D às 14h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


NO POSTHUMOUS PARTY...

A mudança do nome do blog tem a ver com mudanças internas promovidas por desejos mais claros e imediatos. Não me satisfaz as idéias que por ventura exprimam uma análise indulgente de meu trabalho por pessoas próximas, ou por aqueles que estimo- pois estes sempre se sentirão obrigados a tecer um comentário eufêmico. E isto não me interessa mais.

Depois que reuni em casa meus amigos para "avaliar" meu trabalho como pintor, poucas pessoas- e neste grupo estão incluídos apenas meus mais próximos - puderam opinar. Suas explicações tinham a ver com o desconhecimento sobre arte. Mas o que seria arte para eles?

De minha parte , eu queria apenas uma manifestãção espontânea de que foi visto. Deles, não esperava um dossiê sobre o estilo desenvolvido. Mas foi bom brincar com as palavras e minhas ilustrações.

Foi um evento muito restrito e sem muitas pessoas para comentar.

No entanto, foi importante para eu verificar que existe arte em mim sim; e de forma positiva avalio tudo que ja fiz.

Mas eu quero mais. Quero mais críticos. Quero ver como posso tocar e provocar as pessoas com minhas impresões de coisas que gosto, mas que necessariamente, não devem ser pessoas íntimas ou conhecidas. Estou tentando realizar um sonho e alimentar uma paixão.

De agora em diante, vou sair de  minha audiência mais conhecida e , dessa foma, vou atingir outros públicos e outras opiniões.



Escrito por Robert Fingal-D às 13h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


POR QUE COMEÇAR A CRITICAR?

            Para muitos o ofício da crítica é a melhor revelação da frustração de pseudo-escritor. E , embora, ache complicado ser um puro escritor, confesso que é uma tarefa difícil criticar algo que foi escrito com tanto labor.

            Sempre quis ser escritor. Quando penso nisso , tenho até um intróito para minha Bio, que seria o fato de ter em casa uma enorme biblioteca cheia de livros. Esta biblioteca era – e ainda o é- o tesouro maior de meu Pai. Ainda recordo dos grandes pesos que faziam a prateleira de ferro retorcer ao meio por conta da Coleção “Os Grandes Pensadores”. Mas não só por essa razão eu apostaria na minha biografia; inúmeras outras poderiam ser colocadas com tanto penso quanto os livros de meu Pai. Alías, tive problemas com Machado de Assis porque meu Pai queria-me muito próximo dele. Porém sempre resisti , por pensar que em meio a tantos livros conseguiria espontaneamente ser atraído por qualquer outro romancista. E fugi de Assis por muito tempo. Posso até me envergonhar de – ainda – ter conhecido sua obra de foram tão traumatizante.

            Enfim, a questão é que preciso dar um ponta-pé : sendo um escritor ou sendo um crítico.

            Talvez, com o segundo expediente, seja mais fácil identificar as grandes obras, as grandes idéias, revelado minhas emoções à cada linha e deixando aflorar uma certa vontade de poder invadir o mundo das emoções  dos outros.

            Tenho , acho, três livros para ler; além daqueles que normalmente leio (os livros de direito). Tenho Salman Hushdie, Cruze esta linha ; Desejos Secretos, de duas escritoras alemãs que escrevem sobre a vida de uma paciente homossexual de Freud.

            Espero que seja de grande proveito a leitura crítica dessas obras iniciais.



Escrito por Robert Fingal OFlahertie às 15h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

 

O tempo me cansa.

Já não sou mais o mesmo sob efeito do álcool. Não sei se é devido ao tempo em si , ou se é à minha preguiça de continuar, a pintar , a terminar o curso, a encontrar o curso das coisas...

Às vezes me bastam as benesses de meu dia estressante, porque sinto que quero mudar tudo de uma vez.

Uma certa indulgência aos meus maiores medos, faz-me repensar os meus desejos de vitória; e isto me causa angústia.

Às vezes , esqueço que sou ainda mais mortal, e contraditoriamente, é isto que me fortalece. È isto que impulsiona minha pintura primitiva, minha poesia de rimas pobres e minha própria indulgência.

Preciso de um sustentáculo que me segure e que me norteie. Mas reconheço em mim a fortaleza escondida, embora tenha que ser alertado disso!

Talvez essas devam ser as conclusões que quero deixar pro final. Talvez essas sejam as  boas novas dessa etapa ainda desconhecida; nova, mas necessária



Escrito por Robert Fingal OFlahertie às 17h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


       

         

 

 

        As palavras de hoje , nesse dia nublado e frio que parece ensaiar um dia de melhor umidade do ar; são para escrever sobre a saudade de minha antiga Olivetti verde.O quanto eu tinha que ser fiel aos meus pensamentos para que não errasse as palavras corretas. Se fosse uma poesia, a rima tinha que sair perfeita se não, teria que usar aqueles corretivos que enfeavam minha folha de papel branco.

        Relembro como eu era puro e simples. Não havia toda a minha prolixidade quando enveredava por caminhos mais subjetivos – quando eu tinha que ser manuscrito -, que me levavam sempre a exaustão; os pensamentos ficavam por demais longínquos e minha alma perdida no ar.Aí eu me voltava para a minha Olivetti, já cansada de tantas batidas e de tantos erros corrigidos.

        Mas eu gostava de carregá-la sempre aonde minhas idéias pudessem levar. Mas invariavelmente eu sempre estava viajando, sempre aéreo, sempre divagando. E ela sempre me acompanhava nas minhas viagens absurdamente longínquas do presente e da interpretação instantânea. Era eu e ela às vezes. Era eu apenas muitas vezes.

        Eu penso que é um processo natural resultado de uma manifestação completamente inexplicável que impulsiona meu ser a escrever sem muito pudor. Assim a escrita sai livre e espontânea.

        A priori, minha intenção era de escrever sobre um filme ruim. Mas me perco do impulso primeiro e vagueio pela minha imprecisão temática. Então, irremediavelmente, a idéia navega sem rumo , dispersa, falando sobre minha vontade de ser escritor; de ser poeta e de ser pintor. Tenho vontade de ser tantos “tor”. Como saber inventar e adaptar em mim esses estágios. Hoje estou completamente pintor...

        Reconheço em mim uma nova fase.

        Os quadros parecem filhos pequenos. Parecem , os quadro, obras de arte que, em cada pessoa, desperta um interesse. Por essa razão , não são sempre os mesmos; requerem sempre cuidados e estão sempre me convencendo de que são reais.

        Dos primeiros busquei inspiração no amor; no meu lar , no meu companheiro e em nosso filhinho – que por acaso não vi hoje -, mas em que penso com muito carinho. Mas depois, percebi que eles têm uma história. Eles têm sentido dentro do meu mundo que me circunda como uma grande biblioteca móvel circular. Minha única saída seria minha única tristeza. Por isso, não quero outro mundo senão este: das letras , das palavras, da música e da pintura.

        Queria ser Sylvia Plath, Wolf; queria ser Wilde; queria ser Chagall, Basquiat; Rufus ou mesmo um pequeno de tudo, mas aquele que se encerra em mim. Aquele artista de minha obra e de meu sonho.

       



Escrito por Robert Fingal OFlahertie às 10h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

*Cruze esta linha

 

Não quero sentir cheiros diferentes.

Não quero me levantar e perguntar por coisas outras.

Quero meu cantinho, pertinho do céu.

Sem tetos de vidro, nem falsas janelas.

Quero meu travesseiro tranqüilo

E minha certeza de abrigo

 

Quero o som de carícias pela manhã,

O brilho das flores,

E o luar das noites contigo.

Não quero nenhum outro sorriso:

Senão os que sempre sonhei.

Na quero nenhum pedido de armistício.

 

Aos outros, jogo os botes e deixo-os escaparem

Porque nunca sentiram o perdão,

Mas não quero outros cheiros, outras histórias nenhum quinhão.

Dê-me a paz e o restinho de pudim.

Não há outro momento

Senão o que se faz em mim.

 

 * sem nenhuma referência ao texto abaixo, mas apenas uma coincidência.



Escrito por Robert Fingal OFlahertie às 17h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Salman Rushdie having a discussion with Emory University students

 

 

Liberdade de Expressão

 

Nunca pensei que pudesse me sentir ameaçado por qualquer coisa; muito menos por ler.

Coloquei o livro na altura dos olhos , para que não tivesse que inclinar tanto minha cabeça. Com a outra mão disponível , segurei o apoio para que a velocidade do trem não me desequilibrasse.

Então o metro começou a andar. Com o impulso pude parar a leitura e comecei a olhar as pessoas que estavam dentro do trem.

Na próxima página, Ele começava a falar de sua perseguição que sofria há quatro anos. Que apesar de todo esse tempo , de tanta ajuda internacional; a ameaça de tantos anos continuava vívida. O fato de ter que dormir em diferentes lugares e de se esconder sempre, sempre num local diferente.

Perguntava-me o que Salman Rushdie tinha a ver com meu medo.

Quando baixei o livro para poder novamente me segurar , pude outra vez, observar que havia pessoas me olhando. Olhavam-me como se pudesse ver no sobrenome Rushdie algo comprometedor; como se meu manifesto de leitura fosse uma afronta ao fundamentalismo escondido de algum terrorista dentro daquele trem.

Foi quando comecei a sentir-me intimidado por qualquer pessoa que olhasse diretamente para o título do livro. Deveria eu cruzar a linha ?

Na página seguinte , Ele relatava como se sentia ao saber que reféns eram feitos em nome de uma guerra contra um inimigo único – Ele mesmo- e isso o deixava bastante triste,mas não intimidado.

Ter a atenção direcionada para meu livro me deu um pouco de medo.Mas de certo modo uma espécie de revolta começava a se avizinhar. A medida que passava as páginas e começava a entender o preço da liberdade de expressão, algo de surreal valor inomidado apoderou-se de mim.

Por que em mim se misturava duas forças muito fortes : poder falar o que penso e poder ir onde quero? Duas forças tão expressivas e dignificantes ; tão intrínsecas e inatas que não se poderiam ser concebidas separadamente.

O livro, as vezes,  pesava tanto. Tanto quanto minha idiotice de temer ao que Ele não havia se rendido.

Ainda posso andar, correr, falar e escrever sobre o que sinto; sobre o que sou e por isso talvez tenha medo de perder.

Talvez seja esse meu  medo.



Escrito por Robert Fingal OFlahertie às 11h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil


BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Máquina de Escrever
 Song by Song Wayne's commentary
 Pet Shop Boys' offcial site
 My former BLOG